terça-feira, 1 de junho de 2010
Caminhada
Algumas coisas nunca mudam, outras nos deixam, outras nunca chegão. Minhas mãos estão tão frias quanto minha alma, e minha razão tão longe quanto nenhuma distancia nunca irá de ser. Queria saber andar sobre as águas, saber voar, saber esquecer, queria viver longe daqui, longe de tudo, longe de você, não me sinto humana, não me sinto animal, apenas sei que aqui não é meu lugar. O adeus é inevitavel, sempre termino sozinha, por mais que eu me sinta bem, continuo sozinha, não escuto sorrisos, não pulo de alegria, nem choro por amor. Meu céu é sempre cinza, meu dia noite, minhas horas incontáveis, e meu desejo o fim. Me afogo nessas sinfonias, me deixo levar com elas, machucam meus ouvidos, confortam meu coração. Não sigo causas, não planejo um futuro, não almejo a felicidade, apenas corro atras de um salvador, algo que me tire esse tormento, algo que me traga paz. Caminho nessa estrada escura, com os pés cortados e o corpo cansado apenas guiada pela névoa, sem saber aonde chegarei, sem saber se um dia chegarei...
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